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HISTORIA DO MUNICÍPIO DE ANGICOS

História do Municipio

  • Publicado: Terça, 23 de Maio de 2017, 08h18
  • Última atualização em Terça, 23 de Maio de 2017, 11h34
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Os primitivos habitantes da região foram os índios "pataxó", pertencente à nação Gê ou Tapuia. Vários municípios do Rio Grande do Norte originaram-se da fixação de algumas famílias nas caatingas, onde estabeleciam fazendas de criação. Assim aconteceu com Angicos. Acredita-se que as primeiras penetrações no território se tenham verificado em 1760 e que seu fundador tenha sido o tenente Antônio Lopes Viegas descendente de uma família de nome Dias Machado. Consta que em 1783, quando foi criada a vila Nova da Princesa - hoje cidade de Açu - abrangendo os municípios de Açu, Angicos, Macau e Santana do Matos, já se localizavam no território de Angicos diversas fazendas de criar.Abaixo do rio Pataxó havia ainda uma parte de terra assim distribuída: 6 Km do capitão-mor Baltazar da Rocha Bezerra; 6 Km do coronel Miguel Barbosa Bezerra; 18 Km do coronel Antônio da Rocha Bezerra. Essas posses estão registradas nos "autos de medição de terras", de 1756. Não é conhecido se todos esses proprietários ocuparam e dirigiram seus domínios no território do município, cuja denominação, segundo alguns autores, vem de angico, árvore de grande aspecto muito comum no Norte. Não é fácil precisar a situação de Angicos no primeiro quartel do século passado. No memorial dirigido, em janeiro de 1835, pelos Juizes de Paz aos deputados provinciais, encontra-se este trecho vago: "e porque pode ocorrer haver quem diga que Angicos não têm capacidade de ser Vila para vê-la dissolvida, não se lembrando que um termo, de mais de 40 léguas de comprimento e 14, 16 e 18 de largura, no qual se acham a Igreja Matriz e duas boas capelas, e povoado por mais de 5.000 almas, seria extraordinário deixar de ser vila".Em 1833, o Conselho Provincial sugeriu ao Governo-Geral, a criação de diversas vilas, inclusive a de Angicos. A 11 de abril de 1833, o presidente da província Manoel Lobo Miranda Henrique, desmembrava Angicos do território do município de Açu concedendo-lhe sua autonomia. A população de Santana do Matos que passou a pertencer à vila de Angicos julgou-se prejudicada em seus direitos e começou a lutar contra a independência de Angicos. Mesmo assim foi instalada a primeira Câmara Municipal, a 27 de fevereiro de 1834, a qual funcionou até 12 de janeiro de 1835, sob a presidência do capitão Jerônimo Cabral. A lei n. º 26, de 28 de março de 1935, suprime a vila de Angicos revertendo-a ao município de Açu, então Vila da Princesa. Em 13 de outubro de 1936, o presidente da província João José Ferreira de Aguiar restaurou, através da resolução nº 9, o município. A lei nº 20, de 24 de outubro de 1936, concedeu a Angicos foros de cidade. O município está localizado na zona do sertão centro-norte do Estado. A cidade está situada à margem esquerda do rio Pataxó ou Angicos e dista, em linha reta, 156 km da capital estadual. Seu clima é seco, ameno e salubre. Angicos é uma cidade de filhos ilustres, como por exemplo, o ex-governador e senador Georgino Avelino, ex-deputado, ex-governador e ex-ministro Aluízio Alves, senador, prefeito de Natal e Parnamirim e agora eleito deputado estadual Agnelo Alves, ex-deputado, vice - governador e  senador Garibaldi Alves pai do atual  Ministro da Previdencia senador e ex- governador Garibaldi Filho e o saudoso ex-prefeito Expedito Alves, que agora é representado na política de Angicos pelo filho, Vereador Clemenceau Alves prefeito eleito nas eleições 2000, ex-prefeito Jaime Batista e a ex-prefeita Albaniza Suely da Silva. Muitos angicanos tiveram destaque no Rio Grande do Norte, o Cel. José Rufino da Costa Pinheiro que foi chefe político local e que hoje seu nome foi dado a um colégio, Te.Cel. José de Borja Caminha Raposo da Câmara, era advogado e político, no Império e na República, foi deputado em várias legislaturas nos idos de 1866 a 1887, José da Penha Alves de Souza, valoroso angicano, político revolucionário foi vitima de sua lealdade à Republica, em 22 de fevereiro de 1914, em Miguel Calmon (Ceará), no período da Monarquia estes foram os administradores de Angicos: Alferes Florencio Otaviano da Costa Ferreira de 1836 a 1848, Cel. Manoel Francisco da Costa Machado de 1849 a 1851, José Alexandre Sabino da Costa 1852, Major Francisco Xavier de Menezes de 1853 a 1855, Luiz Francisco Xavier de Melo em 1856, José Pedro Xavier da Costa de 1857 a 1860, João Maria Teixeira de Souza de 1865 a 1867, José Irineu da Costa Pinheiro de 1868 a 1869, existe um período sem informações sobre a administração de Angicos que se perdeu na história que compreende de 1879 a 1783, quando neste ano o Te.Cel João Luiz Teixeira Rôla administrou de 1883 a 1885 e José Martins Bezerra em 1886 e o Te. João Felipe da Trindade de 1887 a 1889, em 1890 nós entramos na Republica, o Cel. José Rufino da Costa Pinheiro foi o primeiro administrador de Angicos na Republica no período de 1890 a 1893.

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